"Joe Strummer once said he cared…"

Yael Naim e o que ela me ensinou.

Novembro 15, 2009 · Deixe um comentário

Yael Naim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acompanhei a vinda da cantora Yael Naim ao Brasil e decidi dividir minha experiência com vocês.

Como assessora de imprensa do Bourbon Street, minha primeira responsabilidade em relação aos shows que ela faria no Brasil foi, claro, escrever o release. Óbvio que exaltei o fato da música mais conhecida da artista, “New Soul”, ter servido de trilha sonora para o comercial do MacBook Air.

Então, conseguimos entrevistas, divulgação e foi tudo lindo.

Quando Yael chegou, tive a responsabilidade de levá-la às entrevistas que deu, e então presenciei todos os shows que fez (inclusive o primeiro, improvisado e acústico, durante o apagão) e foi aí que minha casa caiu.

Yael é exatamente tudo o que uma verdadeira musicista deve ser. É uma pessoa que depois de alguns tropeços em vida, criou uma consciência real de quem é, do que quer fazer e do que é capaz.

Por isso a calma, por isso a verdade.

No palco do Sesc Pinheiros, disse ter sido pretensiosa alguns anos atrás (o que ironicamente e instantaneamente a transformou em alguém totalmente sem pretensão). Contou a história de como achava que sua alma era antiga, mas depois que a vida real a alcançou, começou a acreditar que talvez esta fosse sua primeira vez na Terra. Assim foi criada sua música mais conhecida, “New Soul”.

Yael é engraçada. Se não tivesse um enorme talento pra música, acho que seria comediante ou atriz. Mas as músicas dela são de uma beleza incontestável e de uma honestidade que eu não via há muito tempo.

A vinda de Yael ao Brasil afirmou pra mim que ainda há delicadeza, doçura, poesia e realidade na música. Ela e o namorado, David Donatien – também percussionista da banda – passaram dois anos e meio trancados na casa de Yael, gravando o disco. Quando perguntamos o que ela mais gosta nessa vida, a resposta é simples: a música. Pois é. Para ela, o propósito ainda se faz presente. E como isso é raro hoje em dia!

Assim que o último show em São Paulo terminou, lembro de estar na cochia e ver a banda toda sair abraçada aos pulinhos em direção ao camarim.

Uma das cenas mais lindas que já vi na vida…

Então percebi que Yael  é o contrário de “cantora do MacBook Air”. Ela é uma artista!

Pode deixar que da próxima vez, mudo o release, gente. Não vai ter nem sombra de Steve Jobs pra contar história.

O MacBook Air pode até ter um milhão de gigas, mas definitivamente não é o suficiente para suportar a grandeza da Yael Naim.

P.S.: OK? E o que Yael Naim faz em um blog sobre rock? Ah gente! Ela começou a tocar por causa dos Beatles!!

Tá bom, né?

;)

Paula Febbe

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Cafonas e malditos

Novembro 8, 2009 · 2 Comentários

faith

Faith No More

Fui ao festival Maquinária que aconteceu ontem em São Paulo.

Na platéia, meninos de cabelos compridos, bermudas, preto e muitas tatuagens à mostra não deixavam negar que aquele era um evento de rock. Pela grande quantidade de camisetas com o nome da banda, era óbvio também que a esmagadora maioria tinha ido ver a última atração da noite: Faith no More.

Se você olhar algum vídeo dos caras no começo da carreira, vai trombar com um lead singer de bermudas, tênis, camisetas coloridas e cabelos compridos. Já se assistir ao videoclipe de easy, vai encontrar o mesmo tipo de figurino, só que desta vez, Mike estará com os cabelos curtos.

Hoje em dia, praticamente vinte anos depois do inicio de sua carreira, Mike Patton sobe ao palco com uma bengala (e com um enorme guarda chuva no caso do show em São Paulo), terno vermelho (com uma flor na lapela), cinto branco e óculos escuros. O cabelo é cuidadosamente puxado para trás com um gel que não deixa o couro cabelo respirar por nenhum segundo. Praticamente um estereótipo de “amante latino” ou um mafioso italiano de muito mau gosto.

A banda começou o show com Reunited. Quem chegasse desavisado era bem capaz de achar que entrava em uma festa de formatura brega no final dos anos 70.

Acontece que todo este inicio de show era uma grande encenação. E o mais curioso: O publico sabia disso! Todos (OK! Quase todos) que estavam lá entendiam a ironia da banda e talvez tenham isso como um dos grandes motivos por ter desembolsado até quatrocentos e cinquenta reais no ingresso. O Faith no More é praticamente sinônimo de pegar musicas cafonas e transformá-las em algo muito interessante.

Quando chegou a hora de Epic, a verdadeira personalidade da banda já tinha aparecido há muito tempo e o sarcasmo havia ficado ainda mais exposto.

Com todo aquele cenário, minha maior contestação foi: O que faz com que alguns artistas sejam compreendidos e outros não? Mike Patton nunca chegou a público ou fez uma coletiva de imprensa para explicar que suas roupas cafonas eram apenas uma ironia.

Mas enquanto Mike Pattons são compreendidos sem precisar abrir a boca, outros artistas reclamam cada vez mais do quanto são mal interpretados. Tudo o que dizem parece ser infinitamente distorcido por jornalistas e afins, sem dó nem piedade.

Talvez o histórico de Patton contribua para o entendimento do público. Inclusive, os trejeitos continuam os mesmos. Se você conseguir prestar bastante atenção, verá o mesmo menino de vinte e poucos anos preso no corpo daquele homem na casa dos quarenta. A diferença é que com vinte e poucos anos você pode não ser levado muito a sério, mas o tempo se encarrega de separar os músicos que tinham o rock apenas como uma fase dos que são realmente talentosos e levam a música para toda a vida. Tenha certeza de que Patton está na melhor categoria.

Pouquíssimas pessoas sabem da vida íntima do vocalista do Faith no More, mas muitos conhecem seus inúmeros projetos musicais.

O show foi ótimo e em nenhum momento deixou nada a desejar. Profissionalismo foi a palavra chave!

A verdade é que expondo apenas o trabalho, tudo o que o artista faz é compreendido como arte, já que não o conhecemos fora dela. Se um artista busca seriedade, mesmo que na ironia, é bem provável que tenha que se resguardar para ser compreendido.

Parece que cada vez menos representantes do mainstream entendem isso, mas ser artista e ser celebridade exigem duas posturas completamente diferentes.

“You want it all but you can´t have it”. E o Faith no More já sabia disso há tanto tempo!

Paula Febbe

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Dead Weather e o que as mulheres tem a ver com isso…

Outubro 31, 2009 · 1 Comentário

        Dead weather 2

   Assim que  a “Dead Weather” (última banda de Jack White) surgiu, tive um certo preconceito. Sempre gostei dos trabalhos dele e foi exatamente por gostar muito de sua banda anterior (o The Raconteurs) que o “Dead Weather” me causou um desconforto. O primeiro pensamento para mim foi: “E o que vai ser do The Raconteurs?”

       Mesmo de focinho virado fiz todo o esforço do mundo e comecei a assistir ao primeiro videoclipe da tão falada “nova-banda-de-Jack-White”. Em menos de um minuto, toda minha prepotência desmoronou. Não só pelo excelente single, mas também pelo vídeo que o acompanha.

      A expressão “morrer de amor” soa familiar? Imagine se fosse possível enxergar a olho nu o quanto uma briga de casais pode machucar os envolvidos! É exatamente isso que mostra o clipe de “Treat me like your mother” do Dead Weather.  A vocalista Allison Mosshart e Jack White vão de encontro com espingardas carregadas, como num duelo. Durante a música, começam a atirar um no outro. Acertam várias balas, mas nenhum dos dois morre. O charme maior fica para o destaque “humor negro”, quando no meio do duelo, Allison decide acender um cigarro, dando mais força à metáfora “briga de amor”. Jonathan Glazer, diretor do clipe, conseguiu ser um vanguardista notado numa época em que o maior dos vanguardistas se perde meio a tanta informação.

     Mas não é só por causa deste clipe que o Dead Weather já fez algo grande. A nova banda tem chamado atenção para uma realidade frequente, mas que talvez seja pouco notada pelo mainstream. É muito interessante ver uma mulher que seja tratada com igualdade numa banda de homens e Allison é colocada exatamente no mesmo nível dos meninos da banda. Mais justo do que isso não existe!

   Ok. Podemos citar Garbage,Yeah Yeah Yeahs, Velvet Underground, Juliette and the licks e várias outras, mas em todas essas bandas a mulher acaba se tornando uma frontwoman que parece só saber cantar enquanto for sexy. No Dead Weather, não…

    Acho que não há nada errado na vocalista ser sexy, mas a verdade é que o Dead Weather tira essa sensação de necessidade desse tipo de postura das costas das mulheres que tem bandas. Alisson é bonita e sexy, sim, mas não se esforça horrores para isso. O que vem primeiro é a música. No lugar de saia, uma calça preta, no lugar de salto alto, botas de cano baixo, no lugar de blusinhas justas, jaqueta de couro (a mais legal do mundo, aliás) e no lugar de maquiagem, cabelo no rosto. E não, ela não é emo. Além disso, tanto no clipe quanto em todas as faixas do disco, Allison demonstra muita força. Talvez uma que fosse até desconhecida por grande parte do público que apenas a conhecia pelo The Kills. Não é pra menos que a música que abre o disco chama “60 feet tall”.

     A postura da mulher igualitária também aparece em outra banda de Jack White: o White Stripes, claro! Meg faz parte do show. É simplesmente parte da banda e ponto final. Poderia ser um homem ou uma mulher lá que não faria diferença alguma. Aqui vamos nós novamente: Igualdade. 

    Obrigada por levantar a bandeira da igualdade, Jack! Quanto mais bandas forem assim, melhor para a gente!

     Em relação ao “The Raconteurs”, realmente espero que continuem…Assim como espero ver mais de “The Dead Weather” e “The White Stripes” por aí também. As mulheres – e os homens – agradecem!

Paula Febbe

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Courdtney Love (Sim! Com D mesmo…)!!

Outubro 4, 2009 · 3 Comentários

Post publicado ontem no site “De Garagem”

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Esta semana estava conversando com algumas pessoas do meu trabalho e me peguei falando de grunge, mais especificamente de bandas femininas grunge. Conversamos até chegar ao assunto “Courtney Love”.

No meio da brincadeira, disse: “Eu gosto da Courtney Love! Eu gosto! Fazer o quê? Confesso! Gosto dela”. Seguidos de meu comentário, vieram alguns outros. Um colega disse: “Gosto menos de você agora”, enquanto uma colega concordou comigo (meio que timidamente): “É! Gosto dela também. Gosto das músicas dela”.

É impossível falar de Courtney e não causar polêmica. Pra muitos homens ela é uma vagabunda e ponto final. Pra muitas mulheres, ela é uma drogada e vagabunda e ponto final. Se for fã do Nirvana, então, pior ainda! Quantas vezes já ouvimos que ela foi a culpada pela morte de Kurt? Mas…Será?

Ok! Pra começo de conversa, vamos tentar pensar nas entrevistas em que ela deu estando sóbria, e não julgar a existência toda de Courtney baseada em quando ela estava bêbada ou drogada (você não gostaria de ser julgado por alguma noite em que bebeu demais, certo?). Que tal se (por uma brincadeira), deixarmos de lado toda a resistência à moça? Só até terminar este post. OK? Não vai doer. Prometo!

Aqui vão algumas razões para você repensar seu ódio ou reforçar seu amor por ela:

1-     Courtney é filha de Hank Harrison (escritor e ex-roadie do Grateful Dead);

2-     Correm boatos de que Courtney apaixonou-se pela música no reformatório, quando um residente deu-lhe fitas dos Sex Pistols, The Clash e Pretenders;

3-     Conheceu Kat Bjelland, futura líder do Babes in Toyland. Ambas mudaram-se para São Francisco e, junto com Jennifer Finch, que viria a tornar-se baixista do L7, formaram a banda Sugar Baby Doll;

4-      Um de seus grandes sucessos foi “Celebrity Skin”. Uma crítica à vida de celebridade;

5-     Interpretou (muito bem, diga-se de passagem), Althea Flynt, esposa de Larry Flynt, em um filme de Milos Forman (diretor de “Um estranho no ninho”) sobre o dono da revista Hustler;

6-     Courtney comprou os direitos da biografia oficial de Kurt Cobain, “Heavier than Heaven” (Mais pesado que o céu), e pretende fazer um filme baseado no livro;

7-     Pode ser uma pessoa muito perturbada (você também não seria de tivesse passado por tudo que ela já passou?), mas é uma das poucas pessoas “de verdade” que ainda existem na indústria do entretenimento;

8-     Ela tem 45 anos e ainda faz rock n´roll;

9-     Quando Kurt morreu, ela foi pro lado de fora de sua casa consolar alguns fãs que choravam a perda do ídolo;

10-  Foi casada com Kurt Cobain (Ei! Se ele casou com ela e é seu ídolo,  com certeza ele viu algo de muito interessante ali. Kurt não era nada bobo).

 

Gostando ou não dela, é inegável que a viúva de Kurt Cobain já passou por muita barra pesada nessa vida. Por várias vezes, ela foi a responsável por tais barras, por outras, talvez não tenha sido tão responsável quanto dizem que foi.

Sou muito fã de Nirvana, e devo dizer que demorou até que eu conseguisse ver Courtney de outro jeito, mas depois que parei pra pensar e realmente ler algumas das letras que ela havia escrito e músicas que havia cantado, percebi que talvez ela fosse a versão feminina e mais descarada do próprio Kurt.

Não, ela não o matou, só talvez não tivesse forças para tirar o marido do fundo do poço, quando ela também precisava de alguém que a tirasse de lá.

A verdade é que se Courtney fosse um homem, talvez a mídia não fosse tão dura com ela. Ela viveu muita coisa ruim, e apenas sobreviveu. Acho que não deve ser culpada por isso.

Ano que vem, o novo disco do Hole vai sair, e quando isso acontecer, que tal ouvir  e reconhecer a grandeza daquilo que ela faz?

Abaixo, a entrevista que pode mostrar algo mais próximo daquilo que -talvez – ela realmente seja:

    

Paula Febbe 

 

 

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Jack White!!!

Setembro 12, 2009 · Deixe um comentário

Post de hoje da minha coluna Rock Talk no site De Garagem (www.degaragem.com)danny-clinch-jack-white-grammys-2005

Em 2 de outubro de 2007, Clara McFly escreveu as 10 razões dela para amar Jack White no site “Garotas que dizem Ni”. As dela foram:

1. Ele usa palavras como “obtuse” e “molecules” em suas composições
Duvida? Ouça “My Doorbell” e “300 MPH Torrential Outpour Blues”.

2. Ele faz ótimos blues
Nem tenho o que falar.

3. Ele tem nomes incríveis para suas músicas
Anota aí: “I’m Lonely (But I Ain’t That Lonely Yet)” (“Estou Solitário, Mas Nem Tanto”), “I Want to Be the Boy to Warm Your Mother’s Heart” (“Quero Ser o Garoto que Aquece o Coração da Sua Mãe”), “Girl, You Have No Faith in Medicine” (Garota, Você Não Tem Fé na Medicina”), “I’m Finding It Harder to Be a Gentleman” (Estou Achando Mais Difícil ser um Cavalheiro”), “Truth Doesn’t Make a Noise” (“A Verdade Não Faz Nenhum Barulho”). Deu?

4. Os roadies dele usam terno
Aliás, nas turnês, Jack e Meg só usam preto, branco e vermelho.

5. Ele mantém uma banda com a ex-mulher
Meg e Jack foram casados entre 1996 e 2000. E, aparentemente, continuar juntos em turnê e trabalho não incomoda nenhum dos dois.

6. Ele gravou os versos mais deliciosamente alarmistas da música
“Fire in the disco! Fire in the Taco Bell!”, grita Jack no refrão de “Danger: High Voltage”, música do Electric Six. É de chorar de rir.

7. Ele faz shows bizarros
Os White Stripes já tocaram em um boliche, já terminaram a apresentação em Manaus no meio da praça, já fizeram um show de uma nota só no Canadá e já se apresentaram para veteranos aposentados em Londres.

8. Ele era coroinha
Vindo de uma família católica, Jack, como seus outros nove irmãos, segurou muito incenso para os padres de Detroit. No bom sentido, claro.

9. Ele se casou na confluência dos rios Negro, Solimões e Amazonas
E a ex-mulher dele foi a dama de honra.

10. Ele era tapeceiro
Aos 21 anos, Jack abriu sua própria loja de reforma de estofados. O negócio não decolou. Talvez porque ele tenha tematizado tudo em três cores: branco, preto e… amarelo (quase,hein?). A van, o uniforme, as notas, as ferramentas – tudo tinha que ser nessas três cores. E o slogan da empresa era “sua mobília não está morta”.

Quase dois anos depois, decidi escrever minhas razões para amá – lo hoje em dia. Aí vai: 

1-     Ele não é monogâmico

Calma, meninas. Infelizmente não estou falando no sentido sexual, mas musical da coisa. Jack White tem duas outras bandas tão boas quanto o White Stripes: The Raconteurs e Dead Weather.

 2-     Participou do documentário “It Might Get Loud“, ao lado de Jimmy Page e The Edge

 JIMMY PAGE!!! 

3-     Ele toca guitarra, teclado, baixo, bateria, bandolim e marimba

E inova com cada um desses instrumentos…

 4- O nome do primeiro single do Dead Weather é “Treat me like your mother”, em português Trate-me como sua mãe

E não é que essa frase resume tudo o que se pode esperar de uma pessoa?

 5- O link para assistir “Treat me like your mother” no site do Dead Weather é TMLYM

 6- Ele admira (e usa muito bem!) a musicalidade e a força feminina.

Já diriam Meg White e Alison Mosshart…

 7-Aliás, você já viu o clipe de “Treat me like your mother?”

 8- A música Blue Veins do primeiro álbum do “The Raconteurs”

Led Zeppelin ainda vive!

 9 – A música tema que compôs com Alicia Keys para a trilha sonora de “James Bond – Quantum of Solace”

 10 – Por tudo o que ele ainda irá fazer…

 

Paula Febbe

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Cinco bandas/músicos que você PRECISA conhecer!

Agosto 9, 2009 · 3 Comentários

Só pra constar… Estava aqui em casa ouvindo alguns sons, reavaliando minhas preferências musicais e resolvi fazer uma lista de cinco artistas  bastante injustiçados pelo mainstream:

1- The Band – Influenciaram e influenciam meio mundo até hoje. Tocaram com Dylan, Eric Clapton, etc, etc, etc.

 2- Rory Gallagher – Grande guitarrista. Morreu com 47 anos e deixou um legado absurdo! Assistam ao “Isle of Wight Festival” de 1970.

3- JJ Cale – Compôs várias músicas que Eric Clapton canta e pouca gente sabe que ele existe.

4- The Faces – E você achava que Rod Stewart só cantava músicas que sua mãe ouvia… Tsc tsc tsc tsc. Quer saber de onde vem o trejeito de Chris Robinson do Black Crowes?

Ah, sim! O Ron Wood dos Stones também faz parte dessa banda, não é nenhuma miragem, não…

 5 – Maggie Bell – Cantora da mesma época de Janis Joplin e tão boa quanto, só que (boas notícias!!) ela ainda está viva.

De nada.

Paula Febbe

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Juliette e…QUEM?

Agosto 8, 2009 · 3 Comentários

                

Juliette Lewis

Juliette Lewis

        Juliette Lewis decidiu se jogar na aventureira carreira de vocalista de banda de rock mesmo depois de já ser uma consagrada atriz de Hollywood.

       Achei super válido (até porque normalmente se alguma atriz de Hollywood parece ter vontade de construir uma carreira na música, ela raramente vai pro rock n´roll.)

      Juliette fez a estréia da banda “Juliette and the licks” na festa de seu próprio aniversário de 30 anos e decidiu cair na estrada.

      No final das contas, não é que deu certo?

       A banda vendeu super bem os shows, os discos e ainda foi elogiada pela crítica. Juliette se mostrou algo parecido com uma versão feminina de “Iggy Pop” e surpreendeu em cada show quando se jogava no palco, do palco e gritava notas com um feeling surpreendentemente verdadeiro.

     O disco lançado em 2006 (Four on the floor), alavancou a carreira da banda e fez com que o mundo se enchesse de fãs sedentos por mais novidades sobre o próximo disco.  Pois é!  A novidade veio, e dessa vez, veio MESMO!

     Em 2009, o myspace da “Juliette and the licks” trouxe a notícia bombástica: A banda havia chegado ao fim. Como Juliette Lewis, não é boba nem nada, aproveitou seus fãs e ainda como frontwoman começou a “Juliette and the New Romantiques”. Confesso que como fã da primeira banda de Juliette, achei a história um pouco estranha. Comecei até a pensar em teorias da conspiração sobre algum laboratório que ela estivesse fazendo para algum filme ou sei lá mais o quê. Acontece que ouvi algumas faixas do novo CD no myspace e gostei. Estranhei no começo, mas gostei. A sonoridade é bem diferente da “The Licks”, mas ainda assim, interessante.

    O próximo passo é esperar o lançamento do novo CD para tirar uma conclusão melhor sobre toda esta situação. Nós sabemos que ela é uma ótima atriz, só espero que não esteja enganando a gente, né?

   O álbum de estréia de “Juliette and the New Romantiques” será lançado dia primeiro de setembro e a banda já está em turnê com The Pretenders e Cat Power.

Quer decidir se você prefere as lambidas ou o romance?

ERA

Juliette and the Licks

Juliette and the Licks

Nome:

Juliette and the licks

Figurino da vocalista :

Calças justas (de couro ou lycra) em cores opacas, pena de índio na cabeça, sombra rosa logo abaixo dos olhos, top com uma camiseta interessante ou body

Número de mulheres na banda:

Uma (Juliette)

Som:

Rock n´roll mais puxado para o punk rock

Repare nas músicas:

Are you happy;       

Bullshit King;   

Purgatory blues; 

Smash and grab;

American boy

Discografia:

…Like a Bolt of Lightning (EP) – 2005;   

You´re speaking my language – 2005;      

Four on the Floor- 2006

 

VIROU

Juliette and the New Romantiques

Juliette and the New Romantiques

Nome :

Juliette and the new romantiques

Figurino da vocalista:

Calças justas ou vestidos decorados com paetês, penas nos ombros (lembrando um pouco o Chris Robinson do Black Crowes no clipe de Sometimes Salvation), olhos com sombra escura (ou verde) e delineador bem marcado, flor no cabelo ou em algum detalhe da roupa

Número de mulheres na banda:

Duas (Juliette e a baixista)

Som:

Rock alternativo com um toque de blues

Repare nas músicas:

Hard Lovin´ Woman;   

Terra Incognita;

Fantasy bar

Discografia:

Terra Incognita – 2009

 

Paula Febbe

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Sobre Acústicos e Valvulados

Julho 29, 2009 · 3 Comentários

Último post publicado no site “De Garagem”.

acústicos

Ok. Já que o “De Garagem” nasceu no Rio Grande do Sul, decidi falar sobre uma banda do mesmo estado que tem feito algumas apresentações por São Paulo e Minas Gerais.

Os “Acústicos e Valvulados” começaram em 1991, inicialmente como uma banda de Rockabilly, mas após algum tempo de estrada, se remodelaram e começaram a fazer um bom pop rock nacional (o que, vamos confessar, pode ser  difícil de encontrar). Após lançar cinco álbuns de estúdio, eles gravaram o projeto Acústico “Ao vivo e a cores” com o qual trabalharam durante todo o ano de 2008. Fizeram shows, participaram de programas de TV, rádio, atualizaram o site, a até mudaram roupas, cortes de cabelo e integrantes (Diego Lopes, Luciano Leães e Daniel Mossmann vieram na última formação).

A pergunta que fica é: Depois de tantos anos de estrada, porque só o Rio Grande do Sul os conhece?

Você provavelmente já viu o vocalista da banda, Rafael Malenotti correndo pelos campos do Rock e Gol na MTV, sendo chamado de “Beduíno Albino”, mas fora fazer parte dessa piada antiga, pouco se  sabe sobre a banda em outros estados. Rafael canta bem e tem presença de palco, Alexandre Móica é o Keith Richards brasileiro (até na cara), Diego Lopes é um multiinstrumentista extremamente competente, Paulo James, baterista da banda, faz jus ao apelido de “maestro”, Luciano Leães é considerado um dos cinco melhores pianistas de blues do Brasil e Daniel Mossmann é sábio em entender o exato momento em que deve fazer o som de sua guitarra sumir ou aparecer. São músicos como poucos em uma banda que amadureceu muito com o tempo e experiência.

A música nova, “Só pra incomodar”, tem tudo para ser mais um sucesso nas rádios do Rio Grande do Sul e no resto do Brasil. O single é um verdadeiro rock n´roll com uma letra boa como poucas dentro do rock nacional. Lembra até a irreverência do “Ultraje a Rigor” com um instrumental mais competente.

Quem os conhece aqui em São Paulo, os quer nas rádios e MTV. Acredite! Acústicos ou valvulados (Não ia acabar o texto com uma piada ruim, mas decidi colocá-la… “Só pra incomodar”).

Paula Febbe

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P!nk é pop!

Julho 12, 2009 · 8 Comentários

P!nk : A boa garota má

P!nk : A boa garota má

P!nk é pop! Não importa o quanto ela grite aos quatro ventos na música “So What” que “ainda é uma rockstar”. P!nk é pop e ponto! 

Lembro da P!nk na época de seu primeiro álbum “Can´t take me home”. Teimavam em fazer com que ela parecesse mais uma cantora negra de rn´b. Aquela voz poderosa não deixava ninguém perceber que ela era branca, na verdade.

 Quando ouvimos o terceiro álbum de sua carreira, “Try This”, produzido por Tim Armstrong (Rancid), em comparação com o primeiro, não vemos quase nada em comum. Apenas a atitude de uma menina brava. 

Essa atitude que parecia não ter muito propósito no começo da carreira, se moldou, amadureceu e virou algo bem mais canalizado e real (ou muito melhor interpretado).

 Em seu segundo álbum, “Missundaztood”, P!nk começou a se encontrar. Fez músicas mais voltadas para o rock (o disco teve colaborações de Richie Sambora, Linda Perry e Steven Tyler) e escreveu letras do tipo “eu-me-odeio”. Prato cheio para adolescentes da geração pré-emo. 

Assim que saiu seu último disco, “Funhouse”, P!nk disse fazer “terapia em grupo”, já que toda a dor do divórcio está ali, exposta, para quem quiser ouvir.

 P!nk é meio masculina. Tem fama de briguenta, não é magrela, tem cabelos curtíssimos, humor sarcástico em entrevistas e videoclipes, voz rouca e uma beleza que, por vezes, só as lésbicas conseguem ver.

 Ainda assim, enquanto princesas pop ficam carecas, passam por overdoses, comas alcoólicos e saem por aí sem calcinha, P!nk pode ser considerada praticamente a “Macunaíma” da música pop americana. Uma anti-heroína de carne e osso.

Ela bebe, mas ninguém a vê caída no chão;

Ela sofre, mas faz piada disso;

Ela chora, mas nunca em público;

Ela usa roupas transparentes, mas não fica vulgar;

Ela vai à praia de biquíni, mas ninguém encontra uma celulite!

 P!nk preenche um espaço só dela na música pop. Não têm concorrentes. Enquanto vários artistas e empresários na indústria tentam mostrar perfeição, ela expõe as falhas. Expõe e ainda faz piada disso.

 Toda a fraqueza dela está em cada linha das músicas que ela compõe e só ali. Mas como nunca a vemos enlouquecendo e sofrendo, a força que ela mostra dá respaldo para que a geração de adolescentes que a acompanha acredite no que é mostrado, o que é realmente muito bom!

 A garota que seria o retrato de grandes problemas acabou sendo aquela que não causa problema nenhum, e critica (sem playback) e com muito fundamento, a futilidade, a proibição do casamento gay, o absurdo do mercado de peles de animais, o governo e acima de tudo, qualquer tipo de preconceito.

Que bom seria se todo pop fosse P!nk… 

Que P!nk seja cada vez mais pop!

Paula Febbe

 

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Obrigada, Michael!

Julho 8, 2009 · 6 Comentários

Nunca vivi em um mundo onde não existisse Michael Jackson…

Michael Jackson em 1992

Michael Jackson em 1992

 Normalmente falo estritamente sobre rock n´roll, mas como a contribuição do “Rei do pop” para o rock também foi grande, decidi falar sobre ele. Na verdade, já conhecemos toda a trajetória e sabemos o valor do que ele construiu, então, o que posso fazer é dar minha humilde opinião sobre sua carreira.

       Nunca acreditei que Michael Jackson tivesse abusado de criancinhas. Porém, sempre acreditei que o talento pudesse despertar sentimentos horríveis em pessoas que não o têm. A vontade de destruir o “sortudo” pode predominar a vontade de simplesmente admirar o trabalho do outro.

       Acontece muito com grandes astros, principalmente os “pop”. Guardadas as devidas proporções, podemos pensar em Britney Spears e sua careca, Madonna e a caballa, Amy Winehouse e a cana, entre outros.

       Michael era um prato cheio. Além de ser o homem mais famoso do mundo, era dono de um talento incontestável. Teve alguns traumas de infância, um convívio fora do usual com crianças e uma bondade mal compreendida.

       Ele nunca viveu em um mundo real. O êxtase de fãs quando o encontravam e o fato de precisar estar recluso, levaram Michael a se tornar alguém, no mínimo, muito ingênuo, acredito eu. Isso, de maneira alguma, fazia dele uma má pessoa, mas dava cada vez mais munição para que a imprensa pudesse falar mais e mais bobagens sobre cada aspecto da vida dele.

       Com as mudanças estéticas, fossem estas provocadas por ele ou por circunstâncias, Michael tornou-se cada vez mais distante do que seria considerado fisicamente normal. 

      O conhecíamos desde pequeno. De negro, ficou quase translúcido de tão branco, o nariz tornou-se cada vez menor e seu rosto ficou cada vez mais irreconhecível se comparado ao que tinha no início da carreira. Sua imagem mostrava alguém tão fora dos padrões, que se encaixaria melhor em nossa imaginação como “o monstro terrível” construído pelos jornais, e cada vez menos como alguém generoso e de bom coração. Suas músicas e apresentações deram lugar a acusações e julgamentos precipitados.

          Se Michael não tivesse morrido, será que o mundo deixaria que ele fizesse seu grande retorno? Sinceramente não sei, mas acho que não.

         Assim que tivemos a terrível notícia de sua morte, voltamos a ver Michael como um mortal. Lembro de uma das frases que vi no twitter, assim que aconteceu: “Mas ele morre?”. Essa frase cruel e desrespeitosa define muito o jeito que os fãs do “mito” se afastaram do “homem” Michael, acreditando que ele estava cada vez mais perto de ser “algo” e não “alguém”.

         Felizmente, para pessoas como ele, as manchetes sensacionalistas duram tanto quanto os peixes que embrulham no dia seguinte, e é isso que me faz acreditar que a essência do ser humano seja, na verdade, boa.

         Michael fez o que poucos conseguem nessa vida: Viveu para deixar o mundo um pouco melhor do que estava quando ele nasceu. Não consigo imaginar um mundo sem a música dele, mas consigo imaginar o que teria sido da vida dele sem todas as manchetes mentirosas. No final das contas, ele era simplesmente a definição do que podemos chamar de artista, e o que importa é isso, nada mais.

        Agora o mundo volta a ser ocupado apenas por “humanos”… Pois é! Que pena para o mundo!

Paula Febbe 

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