Arquivo mensal: agosto 2011

O Fabuloso Mundo do Rock

Oi, gente!

Agora está à venda o livro “O Fabuloso Mundo do Rock” da V&R editora que eu ajudei a escrever.

A edição está lindíssima, como vocês podem ver abaixo.

Leiam, divulguem, comprem!

A autora agradece! 🙂

Beijos

Paula Febbe

Ode ao Meu Ano no Limbo.

Normalmente escrevo sobre música neste blog, mas hoje não.

Hoje vim dizer que vou tentar parar com as drogas.

Sabe, sempre gostei dos homens.

Sempre simpatizei bem mais com os homens do que com mulheres.

Sou muito amiga de vários e já admirei bastante a praticidade com que tratam a vida, os problemas. Tão mais simples que nós!

Há pouco tempo, no entanto, cheguei à conclusão de que tal praticidade pode ser, na verdade, sinal de desleixo.

Hoje, depois de passar por exato um ano no limbo, quero paz.

Falo de paz, mas não pretendo estender uma bandeira branca na frente de cada homem que tive, apenas para que possam melhor ofender o que não tivemos. Também não serei humilde, apenas para que possa me ser exigido algo que nunca quis sacrificar por ninguém. A minha vida sempre será minha e, minhas vontades também.

Hoje, o que me intriga é imaginar os olhares viciados em importâncias tão artificiais que não são capazes de perceber quando algo realmente grande os cerca. Me parece curioso que quando conseguem algo de valor, facilmente se autossabotam. Botam tudo a perder por uma curiosidade imbecil e se abraçam com força na quase verdade de que as mulheres que os amam foram as causadoras de um comportamento X.

O engraçado é que ao mesmo tempo, canso de ouvir amigas comentando que “não foram boas o suficiente” para alguém. A mulher, como sempre, acostumada a se culpar e a carregar a cruz. Coitadas? Não…o coito dessa vez está do lado errado. Coitados! Tão acostumados a comer “putas pagas “e a tratar “não pagas” como putas, que nem se dão ao trabalho de entender onde é construído o real orgasmo de uma real mulher. Na maioria das vezes, nem querem saber. Dá muito trabalho tentar descobrir.

Hoje eles têm, cada vez mais, se tornado homens ocos.

Ecos vazios de elogios que nem eles entendem.

Lacunas e mais lacunas.

Bagaços.

Não estou dizendo que todas as mulheres são santas, muito pelo contrário, mas pelo que tenho visto recentemente, a maioria não teria medo de bancar um amor de verdade. Odiar é fácil, amar é que demanda coragem.

Por isso e pelo fato de ser uma mulher, é meu dever que a simpatia que coloco neste texto seja direcionada única e exclusivamente às mulheres: namoradas, esposas, mães, amantes e apaixonadas em geral. Todas que possuem aquela mania enorme de se prender a uma culpa que não lhes pertence.

Odeio autoajuda, mas sou obrigada a dizer que este ano no limbo finalmente me trouxe amor próprio. Trouxe de volta uma confiança que eu, um dia, achei ter perdido.

Se hoje fizesse parte de qualquer outro dia, eu normalmente sairia para comemorar meu ano novo pessoal. Provavelmente iria a mais um encontro com um cara que não teria nem ideia sobre minha pequena conquista interna. E eu também não contaria. Cantaria sim, meu “Parabéns” particular em silêncio, meio a conversas que não me fariam nem cosquinha.

Mas hoje faz parte de hoje e decidi começar a me prometer que não sairei de minha cama por homens que sejam muito melhor substituídos por um bom livro.

Tudo começa pelo começo.

24 horas.

Só por hoje.

Paula Febbe